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Nova lei busca reduzir uso de abrigos

17/12/2009


Medida sancionada pelo Governo Federal diz que crianças só podem ficar dois anos abrigadas antes de terem destino definido

Foto: F.L.PitonWilliam passou sete anos em abrigos e casas de familiares até ser adotadoWilliam passou sete anos em abrigos e casas de familiares até ser adotado

A nova Lei da Adoção, sancionada no dia 3 de agosto pelo presidente Lula (PT), pode beneficiar até 88,1% das crianças que vivem nos seis abrigos de Ribeirão Preto e ainda não foram encaminhadas para adoção.


É que uma das regras que a nova lei impõe é a de que crianças e adolescentes poderão ficar no máximo dois anos abrigados, enquanto programas de assistência social trabalham pelo retorno deles às famílias de origem. Se não houver sucesso neste período com os pais biológicos, eles terão que ser encaminhados para a adoção. 


Segundo a assistente social Silvia Neves, da Vara da Infância e Juventude, na semana em que a lei foi sancionada havia 143 crianças e adolescentes abrigados, sendo que apenas 17 estavam em condições legais para adoção porque haviam tido o poder familiar destituído.


Silvia ressaltou, porém, que a criança mais nova à disposição para ser adotada era uma menina de oito anos